No século XVII, apareceu em cena Maria Antonia. Se era nome real, ou pseudônimo, tornou-se um mistério. Se real o nome, Maria Antonia correu o risco de seguir um destino parecido com o de Joanna D´Arc, pois conseguiu engajar-se numa expedição militar. Se falso o nome, ainda assim, confirmar-se-ia a semelhança dos destinos, pois neste caso, Maria Antonia, por ser um homem passando por mulher, seria queimado vivo como a heroína francesa.

Descoberta(o) naquela expedição militar Maria Antonia foi recambiada(o) para São Paulo. Submetido(a) a exames para a identificação do sexo verdadeiro, ele(ela?) ,estabeleceu-se a discórdia entre parteiros e cirurgiões da cidade. Duas parteiras concluíram ser ela(ele?) do sexo feminino, enquanto dois cirurgiões acharam que ele(ela?) era do sexo masculino.

Surgido o impasse, o Governador da Capitania, Luis Antonio de Souza achou de bom alvitre ordenar novo exame pelo o cirurgão-mor Jerônimo Roiz com a presença de todos os cirurgiões e parteiras da cidade. O governador assim procedeu para que “todos em presença de testemunhas assentem no que acharem na verdade e para esta se verificar melhor lhes defiráo juramento dos Santos Evangelhos e fará novas perguntas ao referido indivíduo…”

O resultado daquela inspeção médica é desconhecido. Entretanto, o caso alertou o governador para a necessidade de maiores cuidados no recrutamento, com atenção voltada o para que o candidato “não seja afeminado, nem altamente vicioso…

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