9 de Julho

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Zona sul de SP concentra esquinas mais perigosas

1 01UTC Junho 01UTC 2009 · Deixe um comentário

Dos 156 endereços com mais risco de assalto na capital, 57 estão na zona sul, segundo levantamento da PM

A zona sul concentra um terço ou 57 dos 156 cruzamentos com mais risco de assaltos na cidade de São Paulo. Na maior parte das vezes, os ataques são feitos por motoqueiros e os alvos preferidos são as mulheres – elas representam 80% das vítimas. Os dados são da Polícia Militar com base no Sistema de Informações Criminais, o Infocrim, da Secretaria da Segurança Pública.

São exemplos de locais perigosos grandes avenidas como a Giovanni Gronchi, Morumbi e a Rua Engenheiro Oscar Americano, todas em áreas nobres rodeadas de casas e condomínios de luxo. Foi em um desses cruzamentos, entre as avenidas Interlagos e Nossa Senhora do Sabará, que o motoboy William da Silva, de 25 anos, pai de duas crianças, perdeu a vida em fevereiro. O rapaz foi atingido por uma bala perdida durante assalto a dois policiais à paisana. Os suspeitos queriam levar uma moto e iniciaram um tiroteio. (leia mais abaixo).

Seguindo a zona sul no levantamento, estão as zonas leste (37), norte (25), central (22) e oeste (15), com endereços como a Rua da Mooca, a Avenida Braz Leme, a Rua da Consolação e a Avenida Rebouças (veja quadro ao lado).

Para conter a onda de violência, identificada principalmente em horários considerados de pico, a corporação desenvolve atualmente operações com reforço policial nesses 156 trechos. São PMs normalmente em dupla que permanecem nesses locais nos períodos das 7h às 10h e das 17h às 20h. Eles utilizam viaturas ou motos e são deslocados de diversos batalhões da cidade, diz a polícia.

O capitão Emerson Massera, porta-voz do serviço de comunicação social da PM, estima que existam 74 mil cruzamentos na cidade. Ao menos 1.011 que são monitorados já registraram crimes. Porém, destaca que, desse total, 156 são críticos por ter registros de assalto com frequência. O oficial lembra que o reforço de policiais nos 156 trechos com elevada incidência criminal não significa que outros endereços estejam sem cobertura policial.

Ainda segundo Massera, bandidos que atacam em semáforos utilizam motos para abordar os mais desatentos ao volante. “Na hora de escolher a vítima, o criminoso acaba preferindo mulheres sozinhas por apresentarem, muitas vezes, menor possibilidade de resistência”, afirma. O oficial orienta os motoristas a manter atenção o tempo todo. “As mulheres, por exemplo, não devem retocar maquiagem enquanto aguardam o farol abrir”, alerta.

Felipe Gonçalves Silva, da Specttra Soluções Integradas em Segurança Eletrônica, afirma que no trânsito lento ou em congestionamentos é indicado manter uma distância do carro da frente, não para fugir, mas sim para que, caso se note alguma movimentação estranha, o motorista avance um pouco com o carro. Desta forma irá demonstrar a eventuais bandidos estar atenta ao que está acontecendo ao redor do veículo.

Quem costuma parar o carro no semáforo ou no trânsito com a marcha engatada deve rever esse hábito. Especialistas reprovam a atitude, afirmando que, se um bandido abordar um motorista, a vítima pode se assustar, e o carro andar. O correto é parar com o carro em ponto morto.

Queixas

A PM pede aos motoristas que registrem boletim de ocorrência para facilitar a identificação de outros pontos críticos na cidade. Além de procurar um distrito policial, a vítima pode ligar para o número 190 a fim de fazer a comunicação do roubo.

DICAS

Não pare com o carro engatado. Deixe-o no ponto morto

Nunca desafie o ladrão, como pedir para ele mostrar a arma

Nunca reaja: não toque buzina, acelere ou faça menção de que vai tentar escapar

Não exiba objetos de valor

Evite dirigir sozinho, fique atento e mantenha o vidro fechado e as portas travadas

Reduza a velocidade quando o farol estiver fechado, para não parar

Lugar de pastas e bolsas é no porta-malas

Caso seja abordado, cuidado ao fazer qualquer tipo de movimento. Isso pode assustar o criminoso

É preciso avisar o ladrão sobre quais movimentos você terá de fazer]

Reportagem de : CAMILLA HADDAD, camilla.haddad@grupoestado.com.br,para o Jornal da Tarde.

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Legalização de jogos de azar volta à pauta

1 01UTC Junho 01UTC 2009 · Deixe um comentário

O lobby em favor da legalização dos jogos de azar, sumido do Congresso com o escândalo do mensalão (2004-2005) e as operações da Polícia Federal reprimindo os bingos, está de volta e mais fortalecido. O motivo do ressurgimento tem origem no Palácio do Planalto. Ao contrário da recomendação predominante até agora, de não levar o assunto adiante, o governo deu sinal verde para parlamentares retomarem o debate. Com o aval, o primeiro passo será a discussão e a votação na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara da proposta de legalização de bingos e cassinos no País.

A principal resistência à legalização, que vinha do Ministério da Fazenda, temeroso de que a atividade ampliasse os crimes de lavagem de dinheiro e sonegação, diminuiu diante da proposta consolidada pelo deputado João Dado (PDT-SP). O que mais agradou ao governo foi o fato de a proposta aceitar a notificação online dos prêmios e do imposto a pagar – o recolhimento do tributo será, no máximo, no primeiro dia útil seguinte ao jogo.

O projeto também manda a indústria do jogo pagar royalties à União e aos Estados, proíbe concessão de crédito a apostadores, para evitar endividamento, e prevê a criação de um cadastro nacional para apoio aos viciados em jogos de azar. Os dependentes, listados pelo poder público, serão proibidos de frequentar os estabelecimentos. Mas o projeto não dá critérios para inclusão de viciados, o que vai depender de lei posterior.

A proposta está na pauta da comissão para esta semana. O tema deverá levar algumas semanas até ser votado. A matéria vai além da disputa entre governo e oposição e há divisões na maioria dos partidos. Por isso, a posição do Planalto é acompanhar o debate à distância, sem interditá-lo. Súmula do STF definiu, em 2007, que o jogo pode funcionar depois de aprovada uma lei federal – por iniciativa do Executivo ou do Legislativo.

O projeto considera infração penal o descumprimento da lei. Crimes como fraudar resultados, permitir entrada de menores nas casas de jogos e funcionar sem autorização implicariam em penas de prisão de 1 a 5 anos e multa.

Reportagem de : Luciana Nunes Leal,para o Jornal da Tarde.

OPINIÃO
Não à legalização do jogo.

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