Tudo o que tinha de ser restaurado foi e o degradado foi reconstruído. Na fachada foi recuperada a identificação do cinema, enquanto no saguão de entrada encontram-se restaurados os grandes pilares, o lustre, as portas em couro e o belo assoalho de tacos de madeira, compondo desenhos losangulares.
Fechado desde Agosto de 2007, quando fez suas últimas sessões, exibindo o filme Duro de matar 4.0, o Cine Marabá foi reaberto pela distribuidora
e exibidora de filmes Playarte, proprietária do espaço desde 2005, que investiu mais de R$ 8 milhões em projetos e obras, para convertê-lo de uma sala de exibição cinematográfica com 1.655 assentos (uma das maiores da cidade) em um conjunto multiplex de cinco salas: a principal, com 430 assentos (equipada para projeções em 3D) e as demais, com 122, 133, 161 e 176.
As obras de restauro e reconstrução, que promoveram o bem sucedido mix entre o antigo e o moderno concretizado no prédio de 65 anos, absorveram oito meses de trabalho de uma equipe multifuncional, e foram planejadas e coordenadas pelos arquitetos Ruy Ohtke – responsável pelo projeto, e Samuel Kruchin, que desenvolveu as obras de restauração. No mix do projeto, o moderno entrou não apenas na arquitetura, também, e talvez principalmente, no quesito equipamentos: as poltronas importadas são acolchoadas e de braços fixos; os projetores são da marca Christie, cotados entre os melhores do mundo; e o som, de alta qualidade, provém de equipamentos Dolby Digital.
A demora entre o projeto inicial de reforma, concebido três anos atrás, e a realização das obras, é justificada por Ruy Ohtke com o fato de que quase todo o prédio é tombado pelo Concresp, órgão da prefeitura responsável pela preservação do patrimônio da cidade. Mas essa demora foi compensada pela completa restauração da fachada, do grande salão de entrada, dos lustres, das portas em couro e de diversos outros detalhes da construção, existentes no prédio.
De acordo com Samuel Kruchin, tudo o que é tombado e necessitava de restauro foi restaurado, e o não tombado mas degradado, foi reconstruído: o assoalho de tacos de madeira, no saguão da entrada, compondo o desenho de conjuntos de losangos -recuperados a partir de pedaços intactos que ainda existiam no piso das salas; as colunas, cuja cor no tom original exigiu que se retirasse 12 camadas de tinta; e a composição das letras, na fachada, identificando o cinema, bem como as bilheterias, tiveram seu desenho mantido, recebendo troca apenas de material.
O novo Marabá reabriu suas bilheterias com o ingresso a preço abaixo do valor médio praticado na cidade. Às segundas, terças e quintas-feiras o preço é R$ 12,00; às quartas, é R$ 10,00; às sextas-feiras, aos sábados, domingos e feriados, R$ 14,00; as sessões em 3D custarão R$ 16,00, sempre na sala maior. Para todos os valores há correspondentes de meia entrada. Os filmes em cartaz no cinema até 04 de Junho são: A mulher invisível, Dia dos namorados Macabro (3D dublado), Divã, Monstros vs. Alienígenas, Killshot – Tiro certo, Uma noite no Museu 2, Anjos e Demônios e A festa de Garfield.
Serviço:
Multiplex Marabá Av. Ipiranga, 757 – Centro – tel: (11) 5053-6996 / Informações e ingressos: www.playartecinemas.com.br








